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Reflexões sobre a sociabilidade do capital e o benefício da sociedade

O sistema de sociabilidade não se confunde com os outros sistemas, e tem uma condição peculiar, que quanto mais a empresa cresce sustentavelmente mas ela colabora para o ser humano, e para a sociedade.


O meio é o capital e a sua extensão.


O caminho para o crescimento do homem e da sociedade não é destruir o capital, mas ampliá-lo por meio da elasticidade e da prosperidade, alcançando a todos os seres e permitindo com que tenham a satisfação de suas necessidades.


A teoria da sociabilidade foi desenvolvida pelo mestre Antônio Lopes de Sá, por sugestão dos professores Dilson Cerqueira e Valério Nepomuceno. Ela pode ser aplicada e demonstrada de modo formal pela demonstração do valor adicionado.


A aludida teoria não tem base em ideologias, e não tem nada haver com o socialismo, este sistema que de social só tem o nome, matou mais de 300 milhões de pessoas à custa de uma ideia de igualdade que não aconteceu porque inverteu a questão, ou seja, foi propagado com base no erro.


Por exemplo se queremos que a sociedade cresça, ela tem que desenvolver o seu capital e não destruí-lo. Desenvolvê-lo para o homem, e em respeito à natureza. Os impostos pagos, e a renda dada, aumentará mais os empregos, e todos estarão crescendo com o crescimento aziendal.


A ilusão de que a culpa é da riqueza, seria o mesmo que dizer que a culpa é a da existência, pelo fato de existirmos. Ou que a doença é causada pelo remédio que a cura. Portanto, é um tipo de inversão tautológica.


No fundo, é o capital que deixa um pobre rico e não o inverso.


Trocar o que deixa uma pessoa rica, como se esta fosse a causa para a sua não riqueza é erro de raciocínio.


O capital deixa um pobre rico e não é a causa da sua pobreza, a causa de sua pobreza é NÃO TER CAPITAL.


Este é o erro das ideologias, especialmente marxista, que gera um problema teórico muito grande, pois, se o pobre é desprovido da riqueza, como vou destruir aquilo que o deixaria mais rico e provido que é a própria riqueza? Como vou imaginar qualquer forma de trabalho como exploração? Como posso achar que o pagamento de impostos deva ser grande, quando no fundo quanto mais se paga, mais se gera concentração nas mãos do Estado? Ora o capital deixa o indivíduo rico, se um pobre não tem capital, para deixá-lo rico, é importante dar-lhe capital. Dar-lhe emprego. Permitir com que ele faça a sua poupança particular.


O raciocínio da ideologia socialista é diferente: a culpa do pobre ser pobre é o capital, ou o empregador, então destruamos o capital, e todos seremos iguais. A prova do erro é que jamais a experiência socialista deu certo, porque ela igualou todos na pobreza e gerou muito mais concentração nos partidos políticos que a guiaram, e nos indivíduos que faziam parte da mesma ideologia, quando os ditadores outros não os matavam.


Claro que nada é perfeito, há limitações, na aplicação da sociabilidade, que diz respeito, pois, à sustentabilidade ambiental, e ao social, pois, o extremo e o distúrbio, causado pela especulação desenfreada não resolve. É o caso da China, por exemplo, que não é capitalista mas meta-capitalista, mas na linha antissocial, porque na verdade concentra a riqueza na mão de um partido apenas, e não nas mãos da população, pois, não há liberdade de comercio. Tudo é controlado pelo governo, e tudo é mantido nas mãos do Estado, ao menos a metade das rendas.


A ideia que para se ter a sociabilidade é necessário que o Estado tome o controle de tudo, é falsa, absurda, e nunca funcionou.


Esta é uma perturbação no sistema, pois, vejam o caso do Brasil, e de diversos outros países com taxação progressiva, o crescimento acontece até certo ponto, e depois não mais, porque para manter o nível de dívida, e os custos, a empresa tende a desempregar, por causa dos impostos. É o controverso usado como retórica de solução, quando na verdade produz exatamente o contrário do que se quer na utopia socialista.


O Brasil não trabalha no modelo contábil de prosperidade, aliás, nunca trabalhou em sua nova república; se as empresas conseguem este alcance, é por esforço delas, por meio da orientação contábil, porque se dependesse da política tributária, jamais alcançaríamos este nível.


Os Estados Unidos são um modelo de prosperidade, porque lá a taxação da circulação é de 6% a 18%, e depois que a pessoa morre, aí sim há uma devassa, portanto, a circulação ocorre de modo pleno. No Brasil a taxação chega a 50% ou mais.


É impossível a uma empresa conseguir manter o capital, gerar renda, dinheiro, empregos, impostos, com taxações tão altas. Logo, se torna quase que impossível a sociabilidade também, porque não se tem a capitalização e a elasticidade.


A boa gestão e boa prosperidade têm que ser sustentáveis, em respeito ao meio ambiente e favorecendo à sociedade.


O ambiente deve ser respeitado na gestão do capital e sua prosperidade, para que a sociedade usufrua deste equilíbrio.


Os estudos comprovam claramente: se o país ficasse mais rico, todos iriam crescer juntos.


Uma empresa em prosperidade transmite mais empregos, mais renda, mais impostos, mais geração de vida, claro que se tiver o respeito ao meio ambiente e a sustentabilidade ambiental, fazendo a sociabilidade ser eficaz.


Isso é o que prega o Neopatrimonialismo, que quando as células sócias estiverem em prosperidade no seu capital, ou patrimônio, a sociedade sofrerá a sua influência melhorando e debelando as necessidades humanas.


Isto é o que está presente nas obras do mestre Antônio Lopes de Sá, com alguns conceitos que ampliamos.


Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva


Fonte: Profrodrigochaves.com.br/