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PIB do Brasil recua 1,5% no primeiro trimestre

Segundo o IBGE, o PIB do Brasil recuou 1,5% no primeiro trimestre de 2020 (comparado ao quarto trimestre de 2019), na série com ajuste sazonal. Os efeitos do coronavírus já foram sentidos na economia.


Vale ressaltar, que o Brasil só teve medidas de isolamento decretadas no final desse período, o que fez a atividade se contrair menos que exemplos internacionais. Comparativamente, os Estados Unidos recuaram 5% e a zona do euro 3,8%, considerando o mesmo período.


O grande destaque negativo ficou com o consumo das famílias, queda de 2%. Isso configura o maior recuo desde a crise de energia elétrica em 2001. O fato ganha ainda mais relevância quando lembramos que o setor representa 65% do PIB brasileiro. A dinâmica, do consumo ser o destaque negativo, também segue o que está sendo verificado no exterior.


Pensando sob a ótica da oferta, a retração da economia foi causada, principalmente, pelo recuo de 1,6% nos serviços, setor que representa 74% do PIB. Algo que será agravado nos dados do 2º trimestre e suavizado após esse período, por conta das reaberturas.


A balança comercial brasileira teve uma queda de 0,9% nas exportações de bens e serviços, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,8%. Vale relembrar que a China já estava em lockdown no período, e sendo nosso principal parceiro comercial isso nos afeta diretamente.


No primeiro trimestre de 2020, a taxa de investimento foi de 15,8% do PIB, acima da observada no mesmo período de 2019 (15,0%), mas bem distante dos 25% considerados ideias para economias emergentes conseguirem apresentar um crescimento sustentável ou até mesmo sadio.


Para não olharmos apenas a parte ruim, a agropecuária cresceu 0,6%. O IPEA apontou que em 2020 o setor deve crescer 2,5%. Sendo que a pecuária subirá 1,5% e as lavouras 2,9%.


Pensando no que vem à frente, o PIB deve recuar 11% segundo projeções das principais instituições do mercado financeiro brasileiro. O pior ainda está para ser mensurado. O Brasil atravessará alguns dos meses mais desafiadores, em termos econômicos, de sua história.


Fonte: Forbes

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