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Payback: entenda como calcular o prazo de retorno de um investimento

Existem diversas ferramentas e técnicas diferentes para se mensurar a viabilidade de um investimento. Dentre elas, o cálculo do payback é reconhecidamente, um dos métodos mais utilizados por todo o mercado.


Termo muito comum dentro do mundo empresarial, a abrangência de uso do payback vai muito além do mercado financeiro. Ele pode ser empregado tanto por analistas de investimento quanto gestores de empresas, empreendedores e profissionais de variadas áreas da economia.


O que é o payback?

O payback é o tempo necessário para recuperar o custo de um investimento. Ou seja, ele indica o período de recuperação do investimento, o prazo no qual os rendimentos acumulados tornam-se iguais ao valor que foi investido inicialmente.


Logo, todo gestor, antes de decidir por investir ou não, precisa fazer essa estimativa. Será o payback que informará qual é o mínimo de tempo possível para recuperar a aplicação inicial em um projeto.


Sendo assim, por ser um conceito é essencial na hora de decidir a atratividade de um investimento, esse indicador acaba se tornando um importante fator dentro da análise de viabilidade de qualquer iniciativa.


Outros indicadores de análise de viabilidade e investimentos

Além do payback, também existem outros indicadores utilizados para análise de viabilidade. Eles podem ser utilizados de forma conjunta ou não entre si. Alguns deles são:


  • TIR (Taxa Interna de Retorno): taxa de juros para a qual o VPL torna-se zero;

  • ROI (retorno sobre investimento): retorno sobre o investimento inicial, dado em porcentagem;

  • VPL (Valor Presente Líquido): valor acumulado do fluxo de caixa, usado para o cálculo exato de payback.

Cálculo do payback

A lógica do payback é simples: quanto maior for o tempo de recuperação do investimento feito, maior é o risco e a possibilidade de prejuízo envolvida. Logo, por outro lado, quanto menor for o payback, menor é o risco e maior é a atratividade do investimento.


Ou seja, o cálculo do payback não considera o valor do dinheiro no tempo. Simplesmente, ele é determinado contando o número de anos necessários para recuperar os fundos investidos.


Fórmula do Payback

Por isso, para calcular o payback de um investimento, utiliza-se a seguinte fórmula:


Payback = Investimento Inicial / Ganhos no período


Por exemplo: suponha que a empresa A invista R$ 500 mil em um projeto que deve economizar à mesma um montante de R$ 100 mil por ano.


Então, o período de retorno desse investimento é de 5 anos, o que é encontrado ao dividirmos R$ 500 mil por R$ 100 mil.


No entanto, considere que essa mesma empresa possua outro projeto que precisará investir apenas R$ 200 mil e fará com que a empresa tenha um incremento de R$ 100 mil em sua renda anual.


Obviamente, o segundo projeto pode ser considerado muito mais atrativo para a companhia, quando observamos sobre a ótica do conceito de retorno no tempo.


Desse modo, podemos concluir que quanto menor for o tempo para recuperar o investimento mais eficiente é a sua alocação de capital.


Vantagens e desvantagens do payback

Assim como toda estratégia baseada em métricas, esse indicador também apresenta seus pontos positivos e negativos. O segredo é saber usá-lo da forma mais consciente possível.


Vantagens do payback

A vantagem mais clara é o fato de ser uma estratégia muito simples de ser compreendida e aplicada na prática.


Por exemplo, se levar cinco anos para recuperar o custo do investimento, o payback é de cinco anos. Desse modo, muitos preferem o calculo do tempo de retorno por sua simplicidade.


Além disso, outra vantagem do payback é que ele fornece uma ideia mais sólida quanto à geração de fluxo de caixa futuro de uma empresa. Essa medida torna-se ainda muito mais importante em períodos de crise econômica.


Outra aplicação prática é nos projetos cujo grau de risco costuma ser muito alto e em projetos com custo de vida limitada.


Desvantagens do payback

Já uma desvantagem do payback é que esse indicador valoriza de modo diferente os fluxos recebidos em períodos diversos.


Outra desvantagem é que para projetos de mais longo prazo, esse recurso não costuma ser recomendado. Isso porque ele não considera os fluxos de caixa produzidos depois do ano de recuperação do capital inicial.


Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.


Fonte: Suno Research

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