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IFRS e seita

A contabilidade é uma ciência e não uma ideologia.


Considera-se ideologia um sistema de conceitos prontos que não admite discussão ou contradição pelo fanatismo dos opinistas e não pela validação das assertivas. Toda ideologia é falsa, porém, ela se admite verdadeira sem o ser. Logo, só pode ser considerada como tal por gente fanática.


O mesmo se está dando na contabilidade: estão criando uma espécie de seita, e colocando a nossa ciência ao posto de ideologia.


Não que não haja debate de ideias em contabilidade, ele existe, o problema é tratá-la como pertencente a um sistema normativo pronto não sujeito à discussão, e muito menos sujeito à lógica. Emitiu-se a norma e pronto! Todos nós podemos dizer que a contabilidade mudou por causa de uma norma? Isto quer dizer, trocamos todo o conhecimento contábil por uma mera produção de instituição de fins privados para fins políticos.


O problema está na Universidade também. Não se discute a norma. Só se repassa como se fosse um dogma.


A contabilidade então passando está para o campo de uma religião, mas toda religião tem corpo de doutrina, em contabilidade então se destrói a doutrina, para se colocar um conjunto de normas impassíveis de discussão, logo, setor totalmente de seita que se forma contundentemente.


A gente percebe como está o mundo universitário de hoje, até parece que estamos caminhando para um tipo de “religião” (e falsa), com possibilidade de mando de uma instituição.


Aliás religião não, um tipo de seita.


Não que a fundação IFRS seja isso, mas muita gente está tratando-a como se fosse, ou tratando a contabilidade como se fosse uma seita com um poder de comando da instituição internacional, e de tudo o mais. Se a fundação disser que contabilidade não é o do patrimônio, mas dos contratos, das relações sexuais, do papel, da moral humana, não duvidarei que muita gente vai acreditar…


Primeiro, a fundação IFRS não criou a contabilidade, e os seus textos em algumas partes não batem em equilíbrio com a mais sã doutrina existente no arcabouço régio da contabilidade. Só o fato de pensar que o ativo é um recurso em contabilidade, é falta de distinção, pois, o ativo é o valor dos investimentos, recurso seriam os financiamentos, numa ótica geral pode ser uma riqueza, todavia, não é o conceito preciso em contabilidade. Mas o ativo propriamente é a aplicação do recurso.


Depois o fato de se misturar valor de mercado com valor contábil que é outro disparate muito grande. Hoje uma empresa pode inventar valores que não entraram nas funções sistemáticas do patrimônio e com isso, quem ganha? O balanço fraudado.


Pensemos bem, não somos contra a linguagem internacional, muito menos contra americanos (que também são contra muitas normatizações), e muito menos com a normatização que deve existir, mas o que está aí passado como se fosse dogma, é muito esdruxulo.


Pasmamos mais quando as Universidades do Brasil, nem ligam se o texto estiver errado, elas defendem realmente os institutos do IFRS como se fossem os dogmas da contabilidade, e quando há axiomas eles rejeitam. Interessante os axiomas das doutrinas patrimonialista e neopatrimonialista, são “fundamentalistas” e os textos do IFRS não, são a “verdade absoluta” comprovada pela estatística(?) que eles fazem. Ora, será que a estatística verifica se um conceito está certo? O campo da imbecilidade se tornou normal na academia nacional e internacional.


Não duvidamos que a mente psicótica é aquela que pratica a inversão o tempo todo, e esta patologia está presente claramente neste tipo de posição quanto os IFRSs.


Por: Rodrigo Antonio Chaves


Fonte: Profrodrigochaves.com.br/