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Gestão do Patrimônio: como perpetuar a riqueza da família?

A riqueza de uma família é muito mais que dinheiro. Ela representa esforço, amor e legado: um presente tangível para as gerações futuras. Pretende-se que dure muito e que permita sua utilização de formas que beneficiem não só a própria família, mas também a sociedade na qual está inserida.


A perpetuação do capital da família depende da administração profissional e eficiente de quatro riquezas: capital intelectual, capital humano, capital social e capital financeiro. Cada uma delas possui seus objetivos, que devem estar alinhados às metas da família, como você verá a seguir. A missão é, em última instância, promover a realização pessoal de seus membros e garantir a preservação, em longo prazo, da riqueza. Profissionalizar a gestão do patrimônio é a forma mais eficaz de cumprir essa missão. Entenda.


O Capital Humano

O capital humano é, sem dúvidas, o mais valioso para uma família. Ele representa as pessoas que compõem o grupo familiar e sua mensuração é praticamente impossível de ser feita. Trata-se também da contribuição que cada membro pode dar ao grupo, por meio das relações, que devem ser afetuosas e não conflituosas.


A missão da família deve ser a busca da realização pessoal por cada membro da família. Isso ajuda a preservar, a longo prazo, o patrimônio familiar.


Fazer a gestão do capital humano é buscar o desenvolvimento pessoal das pessoas para que se tornem íntegras, de acordo com os valores perpetuados pela própria família. O objetivo é, inclusive, a perpetuação desses valores, que perpassam a formação humana, ética e moral. A gestão do capital humano é pautada na convivência e no bem comum da família.


Para a perpetuação do capital humano é necessária atenção a alguns pontos como:


  • Qual o valor de cada membro familiar?

  • Como ele pode ser chamado a contribuir?

  • Como desenvolver relacionamentos familiares fortes e duradouros, diminuindo os conflitos entre herdeiros?

  • Como consolidar o círculo virtuoso da família?

O Capital Intelectual

O capital intelectual é aquele que ninguém nos tira, ou seja, é conhecimento. Todos da família deveriam estar aptos a adquirir conhecimentos, tanto de formação desejada, quanto de gestão. O capital intelectual é o maior legado que os pais deixam para os filhos e que os ajudarão a manter o capital financeiro, perpetuando e aumentando o patrimônio.


A ideia é que os herdeiros possam gerir suas riquezas, de maneira independente, contribuindo com a família na gestão do patrimônio. A busca por capital intelectual deve ser contínua e vista pelos membros da família como algo fundamental para o sucesso das gerações vindouras.


Para a perpetuação do capital intelectual é necessária atenção a alguns pontos como:


  • O que cada membro pode e deve aprender?

  • Como comunicar-se melhor para intensificar as trocas de informação dentro da família?

  • Como isso pode ajudar na tomada de decisões?

  • Como passar o legado e preparar os mais jovens?

O Capital Financeiro

O patrimônio financeiro da família pode ser dividido entre dois tipos:


  • Ativos líquidos: Todo o fluxo de caixa, ou seja, o dinheiro que circula pelas contas familiares, bem como investimentos, cotas de fundos, etc.

  • Ativos ilíquidos: São imóveis, terrenos, obras de arte, etc.

A gestão do patrimônio também depende de uma boa gestão do capital financeiro de uma família. E, ao pensar a gestão do capital financeiro, é necessário traçar uma estratégia para melhor alocar os bens e propriedades, adequando-os ao perfil de conduta e risco da família. É preciso ter em mente que o objetivo de gerir o capital financeiro é aumentá-lo ao longo das gerações e garantir a distribuição de dividendos periodicamente. Assim, garante-se, também, a qualidade de vida dos membros da família.


Os objetivos ligados ao capital financeiro podem ser: garantir o crescimento e a preservação do patrimônio para filhos, netos e demais herdeiros ou assegurar renda para as gerações atuais e futuras com a manutenção de um alto padrão de vida. Embora os dois objetivos possam ser parecidos, o primeiro garante a expansão do patrimônio com investimentos e o segundo está diretamente vinculado a gastos.


O Capital Social

O capital social é a preocupação da família com as pessoas de modo geral, sejam elas da família ou não. Trata-se da responsabilidade social que uma família bem estruturada e de sucesso financeiro costuma ter para com a sociedade. A gestão do capital social engloba filantropia, apoio a atividades culturais, esportivas ou de educação. Cabe à família decidir o que mais lhe agradaria em termos de ações sociais.


As famílias com grandes fortunas geralmente contribuem com a sociedade, primeiramente porque acreditam que podem auxiliar na mudança social e, também, porque se sentem no dever de retribuir o sucesso angariado por meio de seus negócios.


Para a perpetuação do capital social é necessária atenção a alguns pontos como:


  • Responsabilidade Social: interação dos membros da família com a sociedade.

  • Filantropia como importante instrumento alavancador.

  • Preocupação com os menos favorecidos dentro e fora do círculo familiar.

A gestão do patrimônio e a preocupação com o legado

As grandes preocupações das famílias, quando se trata de seu patrimônio é:


  • organizar o patrimônio,

  • otimizar seu retorno financeiro e

  • propiciar mais tranquilidade e eficiência na sucessão.

Porém, quando pensamos no legado que elas podem deixar, nos deparamos com algumas questões importantes que devem ser bem trabalhadas.


A propriedade das famílias evolui ao longo do tempo e, consequentemente, os objetivos almejados em cada etapa também evoluem. Na fase do Empreendedorismo a principal preocupação é com a Sobrevivência. Já na fase da Prosperidade o objetivo é o Sucesso. Por fim, na fase de Cuidado/Manutenção o objetivo é a Significância.


O patrimônio normalmente é construído por uma geração só e, segundo as pesquisas nos mostram, em média, ele desaparece completamente ao longo de duas a três gerações seguintes. A transferência por meio de uma herança geralmente implica em divisão do patrimônio entre várias pessoas e com impacto de impostos que podem consumir grande parte dos recursos. Além disso, podem ocorrer congelamento de ativos em caso de falecimento, disputas matrimoniais ou disputas em relação à herança.


Portanto, na hora de pensar sobre o legado que será deixado, alguns pontos não devem ser negligenciados, como por exemplo:


  • Famílias crescem mais rápido que empresas.

  • O que fazer para evitar o velho ditado: “Pai-rico, filho-nobre, neto-pobre”.

  • Desafio: O que deve ser feito para perpetuar um negócio familiar de sucesso e proteger a riqueza e bem-estar de famílias donas de negócios?

  • O objetivo é que o legado seja não só dinheiro, bens e negócios, mas também a oportunidade preparada, história, reputação, crenças. Valores e virtudes.

  • Família deve ser tratada como uma família e o negócio como um negócio.

Para ajudar na perpetuação da riqueza é fundamental profissionalizar a gestão de patrimônio. O Wealth Management, também conhecido como Gestão de Patrimônio ou gestão de riquezas, é um ramo do mercado financeiro que oferece, de forma combinada, os serviços de consultoria, planejamento e gestão de investimentos para pessoas físicas e jurídicas.


Essa gestão deve ser realizada por um profissional ou instituição qualificado e habilitado pela Comissão de valores Mobiliários – CVM, que irá ajudar com:


  • Diluição de custos e acesso às melhores alternativas de investimentos;

  • Política de investimentos desenvolvida de forma personalizada para o cliente;

  • Assessoria profissional em todos os aspectos ligados ao patrimônio – como área jurídica, fiscal, contábil e financeira;

  • Administração de recursos e patrimônio mais adequada para cada situação;

  • Reavaliação contínua dos resultados, com rebalanceamento de ativos, monitoramento de risco e modificações nas alocações dos recursos.

Com uma Gestão de Patrimônio profissional, as famílias delegam o gerenciamento de sua riqueza segundo seus objetivos e riscos que estão preparadas para aceitar, beneficiando-se de uma gestão, baseada em fundamentos, ativa e reativa.


Antigamente a Gestão de Patrimônio era utilizada somente por detentores de grandes fortunas, acima das centenas de milhões de reais. Porém, nos últimos anos, isso mudou. Hoje, famílias com riquezas acima de 10 milhões de reais já têm acesso aos mesmos benefícios antes inacessíveis e a tendência é que cada vez mais Gestão de Patrimônio seja:


  • Acessível

  • Transparente

  • Conveniente

  • Personalizada

  • Mais barata

Você entendeu a importância de investir uma gestão de patrimônio profissionalizada, e como esse investimento pode fazer a diferença impactos em todos os aspectos do patrimônio familiar. Não deixe de buscar assessoria para garantir uma sucessão mais vantajosa das riquezas de sua família. Confira agora estes 5 motivos para contratar um gestor de patrimônio.


Juliano Pinheiro é uma referência em Mercado Financeiro e Mercado de Capitais. Ao longo de mais de 30 anos, construiu uma trajetória profissional abrangente. Possui vivência prática como executivo em instituições financeiras e gestoras de investimento; participa de conselhos das principais entidades de regulação e autorregulação do mercado financeiro e dedicou-se ao ensino e à pesquisa acadêmica dentro e fora do Brasil.


Fonte: Julianopinheiro.com/

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