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Fluxo de caixa e liquidez

O conceito de fluxo foi extraído da medicina, que o utilizava para determinar o movimento principalmente do sangue, de modo a averiguar se o corpo humano possuía uma boa circulação sanguínea e pressão arterial.


Podemos em analogia dizer o mesmo, o fluxo empresarial, ou este conceito utilizado na Contabilidade, vem para determinar a circulação financeira, e a pressão patrimonial, “sanguínea”, do dinheiro nas empresas.


Quanto maior o fluxo, a tendência de menos “pressões altas” fica muito menor, ou seja, se paga a dívida facilmente.


Muito endividamento é sinal de “pressão muito alta”, a nível do corpo patrimonial.


A velocidade, pois, do fluxo que vai determinar uma boa liquidez, ou capacidade de pagamento das dívidas.


Dependendo da condição do fluxo, podemos dizer que os fenômenos que os alimentam podem estar em bom ou mau estado, dependendo da situação ainda, em dificuldades para manter a pressão patrimonial.


Entendemos como pressão patrimonial, o nível de força ou mesmo de intensidade, que pressiona a formação do dinheiro.


Não é um conceito igual ao da medicina, que consiste no movimento do bombeamento do coração para produzir força, ou movimentar o sangue. É o contrário no grau patrimonial. Envolve necessariamente a disposição de capacidade para se produzir dinheiro, para conseguir pagar as dívidas.


Maior o fluxo então, maior é o processo circulatório, muito mais rápido, isto é, a movimentação que faz transformar em dinheiro passa a ser muito alta e bastante eficiente.


Menor o fluxo, pior é a capacidade de bombeamento na transformação de dinheiro, menor é a capacidade de pagamento, maior é a incapacidade de liquidez.


Pode existir menos fluxo e liquidez adequada, como características de montantes específicos, e em circunstâncias muito singulares na análise financeira e no comportamento patrimonial, é difícil bem determinar isso, são casos muito passiveis de experimentação. Todavia, reconhecemos a tese que no bombeamento do coração empresarial, maior o fluxo, maior é a tendência de movimentação do sangue empresarial, ou melhor dizendo, do dinheiro, facilitando com isso o pagamento das dívidas.


Uma dívida muito alta que requer mais bombeamento de dinheiro, eleva a pressão empresarial, gerando até “derrames” ou “infartos”, isto é, dificuldades para se bem bombear o disponível, e ao mesmo tempo, consequências mortíferas ou patológicas por conta desta condição anormal.


Conforme a dinâmica que aparece a situação do bombeamento, o que favorecerá a liquidez ou não.


Não existe liquidez real sem fluxo adequado, rápido, e eficaz.


Por vários anos, os autores de Contabilidade, cada um a sua maneira procurou desenvolver uma disposição para o desenvolvimento da análise de fluxos.


Podemos fazer este modelo muito simples, de maneira tabelar ou demonstrativa:


Movimentos financeiros


Mês de Janeiro Mês de Fevereiro

Vendas de mercadorias à Vista 150.000,00 170.000,00

Recebimentos 200.000,00 100.000,00

Vendas outras à vista 0,00 30.000,00

Total de entradas


350.000,00 300.000,00

Dívidas pagas 100.000,00 120.000,00

Compras à vista 80.000,00 90.000,00

Custos e despesas à vista 35.000,00 40.000,00

Total das saídas 215.000,00 250.000,00

Resultado do fluxo 135.000,00 50.000,00

O fluxo final, ou melhor dizendo, o movimento final de caixa ficou entre $ 135.000,00 e $ 50.000,00 demonstrando uma grande queda.


Com isso deve o analista entender três posições:


Se a condição é normal, porque houve uma elevação das dívidas e dos custos, de tal sorte que é um fator sazonal do mesmo desempenho

Se a elevação das dívidas e dos custos fora colocada por uma questão de desperdício ou descontrole, favorecendo a uma anormalidade da situação

Se o caso é apenas esporádico, houve esta elevação, mas se voltará à normalidade, por algum tipo de decisão forçada, ou por fatores inusitados


Bom há outras questões a serem analisadas sobre o fator fluxo, todavia, como introdução, deixamos por razoável esta disposição introdutória.


Muitas outras formas temos para analisar o fluxo de caixa e o movimento do dinheiro, compete pois, ao analista, escolher a que for mais útil, mais simples, e a que mais convier ao movimento empresarial e sua gestão.


Por: Rodrigo Antonio Chaves


Fonte: Profrodrigochaves.com.br/