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Falha do governo atrasa benefício a 237 mil que tiveram salário reduzido

Um problema de processamento de dados do governo federal atrasou o pagamento do BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) que deveria ser depositado entre os dias 27 e 29 de outubro. Segundo a Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento, a previsão é de que o pagamento seja efetuado na sexta-feira (30).


O BEm é uma ajuda do governo para complementar a renda de quem trabalha com carteira assinada e teve a jornada de trabalho reduzida ou suspensa durante a crise econômica do coronavírus. É diferente do auxílio emergencial, pago a desempregados, informais, autônomos e microempreendedores de baixa renda.


De acordo com a Dataprev, foi identificado ontem (26) um problema no processamento de um dos lotes de cadastros, após a implementação de uma nova rotina no sistema da empresa.


A falha afetou 236.780 trabalhadores, 2,4% do total de beneficiários, chegando ao valor de R$ 191,9 milhões.


Quem tem direito ao BEm

Criado em abril, o BEm foi prorrogado até 31 de dezembro.


Tem direito ao benefício todo empregado com carteira assinada que fez acordo para redução temporária da jornada ou para suspensão do contrato de trabalho. Também tem direito o empregado intermitente (sem jornada nem salário fixos) que tinha carteira de trabalho assinada no dia 1º de abril de 2020.


O valor do benefício varia —quanto maior a redução de jornada, maior o valor. O mínimo é R$ 261,25 e o máximo é R$ 1.813,03 por parcela. O benefício é calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido.


Para empregados com salário reduzido, o cálculo do BEm é 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, de acordo com o tamanho do corte de jornada. Se o contrato foi suspenso, o governo paga 100% do seguro-desemprego (ou 70% se a empresa teve rendimento bruto acima de R$ 4,8 milhões em 2019). Para empregados intermitentes, o BEm é R$ 600.


Fonte: UOL

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