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Dúvidas sobre o CPC 01? Confira detalhes sobre o teste de recuperabilidade

O Teste de Recuperabilidade, também conhecido como teste de Impairment, é uma das alterações da Lei 11.638/07 que, por meio da CPC 01, define a metodologia a ser aplicada para verificar se a empresa possui ativos de longo prazo que estejam contabilizados por um valor que possam ser recuperados por uso ou por venda.


De acordo com o CPC 01, “o objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer procedimentos que a entidade deve aplicar para assegurar que seus ativos estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação”.


O teste de recuperabilidade ajuda a descobrir quanto valem o seus ativos e qual é o valor recuperável dos mesmos. Ele também responde a questões importantes, como: “quanto esse ativo (ou unidade geradora de caixa) irá valer se for colocado a venda?” ou “Após utilizá-lo e, com o passar do tempo, esse valor continuará sendo o mesmo?”.


Quando o teste de recuperabilidade é feito?

Apesar de não ter uma data fixa ou pré-estipulada, a recomendação é que o teste deva ser aplicado ao menos uma vez por ano. Essa sugestão se baseia na rotina contábil, que já conta com a realização de demonstrações contábeis ano a ano. Logo, o período de elaboração do balanço é um bom momento para verificar a ocorrência de ativos que representem perda de representatividade econômica para o negócio.


Como calcular o teste de recuperabilidade?

Os principais indicadores para o cálculo do teste são a obsolescência, reestruturação ou venda parcial de um ativo e performance econômica pior do que a esperada. Logo, havendo algum desses indícios, o teste de impairment deve ser aplicado imediatamente a fim de estimar o valor recuperável da sua perda.


Para realizar o cálculo, é necessário encontrar o Valor Recuperável do ativo, já que o Valor Contábil já está registrado. Basta seguir os passos a seguir:


  • Determinar o valor contábil líquido do bem;

  • Determinar o valor recuperável do bem;

  • Fazer uma comparação entre o valor contábil e o valor recuperável (Pelo valor líquido de venda e pelo valor líquido de uso).


Por: JOSÉ CARLOS MARION - É mestre, doutor e livre-docente em Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/ USP). É professor e pesquisador do Mestrado em Contabilidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Dentre os 29 livros publicados na área contábil, é autor de Contabilidade rural, Contabilidade empresarial e Contabilidade básica e coautor de Curso de contabilidade para não contadores, Contabilidade avançada, Introdução à teoria da contabilidade, Contabilidade comercial, Administração de custos na agropecuária, Manual de contabilidade para pequenas e médias empresas, Contabilidade geral para concurso público, Contabilidade da pecuária e Normas e práticas contábeis, publicados pelo GEN | Atlas.


Fonte: Gennegociosegestao.com.br/

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