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As aplicações básicas do conhecimento contábil

Como o Conhecimento Contábil foi influenciado pelas diversas transformações no mundo, seria lógico que as suas diversas aplicações fossem definidas, algumas com um sentido indireto, mas, também essencial perante a Ciência Contábil e a sua verdadeira finalidade.


Isto só exigiu maior aprofundamento do Conhecimento Contábil no que tange às suas aplicações, isto é, sua ARTE.


O contador Benemérito das Américas, o professor Hilário Franco (1973), classificava as aplicações do conhecimento contábil, em:


Escrituração

Demonstrações Contábeis (Balanços e inventários)

Auditoria

Análise de Balanços


Alguns autores tiravam a análise e acrescentavam os orçamentos, ou mesmo nesta líneas punham o “orçamento” como medida técnica ou de aplicação contábil.


Contudo, como nos dias de hoje, as aplicações do conhecimento contábil se especificaram até no auxílio às outras áreas do conhecimento, e com a informática, haveriam de transformar a parte mecânica como o seu adequado instrumento.


A contabilidade seria hoje (o que pode se alterar com o tempo), definidas as suas aplicações como:


Relevação – levantamento – informações contábeis (Escrituração e Demonstrações)

Auditoria

Perícia

Análise Contábil (ou Patrimonial)


Estas seriam as aplicações básicas.


A antiga classificação exposta por Hilário Franco, no que tange as demonstrações contábeis, distinguida pela escrituração, possuía antanhamente um critério para esta adequação, havia uma justificativa, porém, hoje se está escriturando, está ao mesmo tempo, fazendo balanços, e estes são um conjunto de lançamentos da escrituração em partida dobrada que não se faz mais em livros (hoje o contador não escritura mais e sim digita).


Como um depende do outro para existir, no mundo da informática atual, podem ser equiparados a uma coisa só: as informações contábeis, os levantamentos, ou a relevação, como parte toda mecânica, descritiva, e informativa da Contabilidade.


Se está fazendo a escrituração, o computador nos dá a demonstração, e esta existe porque se escritura.


Como defini-la atualmente? Seria somente escrituração ou demonstração? Como ambas correlacionam-se e se identificam? Seria melhor chamá-las de “Informações Contábeis”? Poder-se-ia até dividir, mas estão incluídas neste conceito maior notadamente.


Hoje o contador apenas escritura, as demonstrações já estão sendo produzidas pelo computador guiado pelo ente humano que às vezes, nem tem a cultura superior.


A demonstração como instrumentos contábeis, acabou sendo produzida pelas máquinas, estas produzem a demonstração, “excluindo-a” da prerrogativa da atividade do contador, para ser do computador. Amanhã nem o lançamento será feito pelo contador, porque os programas estarão tão evoluídos que ao realizar o fato na empresa ele já fará o lançamento deixando a informação estática, pronta para ser realizada (é o caso do sistema de escrituração digital realmente criado para evitar a sonegação, tal sistema com certeza já é um passo para a informatização de todos os fatos patrimoniais, sem a ação do contador; tal recurso já sendo implantado em alguns estados por algumas empresas).


A informação contábil vai perdendo a sua prerrogativa contábil e no futuro não muito distante, será apenas um instrumentos como sempre foi.


A auditoria, a perícia e a análise, não terão maquinas que a possam substituir, porque exigem do intelecto humano para as realizar de maneira adequada. A auditoria necessita do auditor. A perícia necessita do perito. A análise por mais que existam alguns programas, ela está avançando exigindo mais da mente cientifica do que da máquina, então a análise precisa do analista. Agora a escrituração e demonstração, nem sempre precisam do contador, basta que um leigo domine a “magia” do débito e do crédito (que pode ser aprendido facilmente com a teoria personalista, controlista, patrimonialista) para realizar os diversos lançamentos que apenas historiam os fatos ou fenômenos patrimoniais.


Existem outras aplicações modernas que não será nosso foco aqui informá-las, todavia, merecem um outro artigo se Deus nos permitir fazê-lo.


O verdadeiro estudo essencial da Contabilidade estará vertido para o fenômeno patrimonial, a informação apenas retratará tal fenômeno, o estudo da contabilidade será então incansável e imprescindível aos olhos da sociedade e daqueles que pormenorizam o magnânimo conhecimento contábil. E agora, gostaria de fazer das palavras de Masi (1971) as minhas: “as formas de relevação irão se modificar e poderão até cair, mas permanecem e permanecerão os fatos patrimoniais!”


Por: Rodrigo Antonio Chaves


Fonte: Profrodrigochaves.com.br/