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A conta e a contabilidade

O termo “contador” é o mais antigo de todos, enquanto o termo “contabilista” é moderno, senão é o contador um dos conceitos mais antigos que se atribui a um profissional, não havendo os termos profissionais da economia, da administração e do direito ainda, já havia no século XIII a palavra portuguesa contador, como aquele que “presta contas” e “sabe contar”, isto é, o que “usa as contas”.


Contador sempre foi designado como “aquele que conta” ou aquele que “domina as contas”, um profissional, ou mesmo alguém que faz praticamente as contas, sabe contar para bem estabelecer regras de gestão.


Largamente esta é a função de um contador, que tenha a prática de anotar os fenômenos patrimoniais para que se bem possa explicá-los por meio dos balanços.


É como dizia Francisco D`auria, uma prática de análise, que seria anotar cada fato, e depois síntese que seria reagrupá-los em matéria de informação, e depois explicá-los por meio da metodologia de estudo desses balanços.


As contas são expressões que representam os fenômenos patrimoniais efetivos ou potenciais que acontecem com dimensões específicas provindas de ambientes precisos. Dizemos efetivos os que alteram a massa, portanto, se afiguram como ativo e passivo, e dizemos potenciais os que não alteram a massa mas podem fazê-lo, dizemos também “extra-patrimoniais” ou de “compensação”, isto é, os que representam um vínculo jurídico mas não estão no patrimônio, as chamadas contas de “ordem” ou “compensação” que representam os contratos mas no futuro podem solidificar riscos.


Tal instrumento foi realmente o primeiro sinal do pensamento humano, representando grande avanço nas épocas remotas da idade da pedra e dos metais.


Os desenhos feitos em cavernas não eram apenas artes, eram contas notadamente.


Masi os apontava como registros ou efeitos sublimes do pensamento artístico superior, de tal maneira, que a mesma indústria artística fora de Contabilidade nas suas expressões e na sua natureza.


Os grifos e registros contábeis surgiram antes dos comuns, e ainda, de tal sorte que produziram os comuns.


Os primeiros grifos em ossos, que tratavam de qualidade e quantidades de riqueza, eram contas também.


O alfabeto para desenhar bem os fenômenos patrimoniais de custos, de produção, de patrimônio, que haviam em Suméria Antiga e no Egito eram todos de Contabilidade, eles que criaram as línguas Grega e oriental ou gráfica que conhecemos hoje no Japonês e no Mandarim.


A expressão mais antiga do pensamento humano, sempre foi a conta.


As contas, instrumento técnico dos contadores, sempre foram um objeto de análise e estudo de todas as eras.


Os contadores têm o privilégio de dizer que a profissão mais antiga é a deles, porque as contas sempre se desenharam na história humana, em todas as sociedades, com todos os homens.


Não apenas como ciência e técnica mais antiga nos surpreende a Contabilidade, mas como disciplina cultural, presente nas religiões e em todos os povos, no uso de práticas e técnicas para bem administrar o patrimônio.


No século XVI, contudo, surgia a primeira teoria de contas na contabilidade, desde então, grandes foram os progressos contábeis no campo da investigação formal dos registros.


A conta foi porém um passo para os estudos dos fenômenos patrimoniais.


Hoje mais do que nunca, se deve por meio das contas, estudar os fenômenos do patrimônio que elas representam, de modo a conseguir compreender o sentido estático e dinâmico da riqueza aziendal perante a eficácia e prosperidade.


Bom contador é aquele que sabe usar as contas, domina o registro das contas, e analisa as contas nos diversos balancetes que lhe sobrevém fazendo com que se entenda o movimento patrimonial de maneira dinâmica e vegetativa.


Contador Rodrigo Antonio Chaves da Silva


Fonte: Profrodrigochaves.com.br/

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