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5 das maiores crises econômicas da história

Ao longo dos séculos o mundo viu inúmeras crises relacionadas à economia. E as maiores crises econômicas da história foram marcantes principalmente por moldarem a sociedade e a forma como os países reagem diante de problemas econômicos profundos. Crises econômicas sempre existiram, principalmente na história moderna. E, por melhor que a conjuntura econômica global esteja, crises cíclicas ora ou outra voltarão a acontecer, das mais diferentes maneiras. Apesar de surgirem a partir de distorções que causam desequilíbrio no sistema, podemos aprender muito com os acontecimentos históricos passados e como eles surgiram. Por isso, continue a leitura do artigo e aprenda mais sobre 5 das maiores crises econômicas da história da humanidade! 1. Crise das Tulipas Também chamada de Tulipomania, a crise das Tulipas é considerada a primeira crise econômica da história por muitos especialistas. Ocorreu em 1637, na Holanda, mas acabou impactando outros países do mundo. Essa bolha especulativa começou quando as Tulipas, flores muito valorizadas na época, foram introduzidas na Holanda. A Tulipa ficou popular rapidamente no país por sua beleza, se tornando muito desejada. Logo, não demorou ela para que se tornasse um objeto representativo do luxo e do status social. Devido à alta demanda, os da flor preços não paravam de subir. Assim, desde o ano de 1620, o mercado acreditava que, no ano seguinte, o preço das Tulipas seria maior – o que acontecia recorrentemente. Os investimentos nesse ativo tiveram um salto, experimentando uma supervalorização. Em um curto espaço de tempo, viu-se o preço de uma Tulipa corresponder ao preço de um imóvel em Amsterdã! Nessa época, houve quem vendesse propriedades para poder lucrar com a especulação das Tulipas. Ocorre que, depois de um certo tempo, a flor começou a faltar no mercado, mas as pessoas continuavam a negociar as Tulipas em mercados futuros na bolsa de valores de Amsterdã. Em outras palavras, os investidores começaram a comprar Tulipas de colheitas futuras, sem a certeza de que haveria uma plantação. Formou-se uma bolha. Depois de um tempo, as pessoas percebem que o valor real da Tulipa não equivalia ao valor que era negociada na bolsa. O preço da flor despencou e, assim, muitas pessoas e instituições faliram. A crise que começou na Holanda afetou boa parte dos países europeus. A bolha estourou porque o valor das Tulipas era sustentado apenas por mera especulação. 2. Crise de 1929 A crise de 29 – quando ocorreu a quebra da Bolsa de Nova Iorque, nos EUA – é mais uma das 5 maiores crises da história. Iniciou-se no sistema financeiro em 1929, sendo o dia 24 de outubro deste ano o principal período da crise. Afinal, foi nesta data que se presenciou um pânico generalizado na Bolsa de Nova Iorque, como nunca antes visto. Esta crise teve início em um momento de euforia em meio à forte especulação financeira, sendo consequência também de uma superprodução. O consumo teve um acréscimo acentuado e as ações das companhias estavam sendo negociados a preços muito maiores do que realmente valiam. A compra e venda de ativos no mercado financeiro ocorria intensamente, jogando para o alto o seu valor. Em um certo momento, percebeu-se que os valores estavam fora da realidade e que não havia demanda ou poder de compra para absorver a produção das indústrias americanas no mesmo ritmo – o que pode ser explicado pela estagnação dos salários. A bolsa quebrou porque não houve saída para os títulos; milhares de ações foram colocadas à venda e ninguém queria adquiri-las. Sem compradores, o valor desses papéis começaram a despencar, gerando impactos negativos na economia norte-americana e afetando outros países do mundo, inclusive. Vale destacar que, assim como na Tulipomania, os preços dos títulos em Nova Iorque eram negociados e vendidos com base na especulação – e não no valor real de mercado. 3. Crise dos Tigres Asiáticos A crise dos tigres asiáticos – também conhecida como crise dos gigantes asiáticos – começou no final da década de 1990. Basicamente, o que ocorreu foi uma sequência de desvalorização da moeda de alguns países asiáticos. Teve início em 1997, com a desvalorização da moeda da Tailândia. Em seguida, houve desvalorização das moedas da Malásia, Indonésia e das Filipinas. Algum tempo depois, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan também tiveram suas economias impactadas. Muitos especialistas acreditam que essa crise ocorreu por causa das políticas monetárias que esses países adotaram. As consequências para esses países foram diversas, mas pode-se destacar o aumento dos problemas sociais na região e o crescimento do nível de desemprego. Países como Estados Unidos, Rússia e os da União Europeia também tiveram reflexos da crise em suas economias, principalmente em relação à queda das ações desses países. 4. Crise das “pontocom” Chamada de bolha da internet, a crise das “pontocom” teve seu início no final da década de 1990 e estourou no início dos anos 2000. Começou com fortes especulações nas ações de empresas de negócios ligadas à tecnologia e internet. As especulações cresceram ao longo dos anos 90 porque acreditava-se que o setor da tecnologia – em expansão naquele momento – era a promessa da nova economia e tinha chances de crescimento ilimitado. Logo, diversas pessoas começaram a investir nas companhias do segmento de internet e tecnologia – resultando no superaquecimento do mercado financeiro. A bolha, portanto, era alimentada por especulação e excesso de confiança no crescimento do setor. E o estouro dessa bolha ocorreu quando os investidores se deram conta de que o valor das ações crescia sem fundamento algum. O pânico foi generalizado e levou os investidores a venderem suas ações. Além das perdas dos investidores, muitas empresas foram à falência no período. Já as companhias que sobreviveram sofreram grande desvalorização nas suas ações. 5. Crise dos subprimes A crise com maior impacto no mundo – e a mais recente – foi a crise dos Subprimes, ocorrida em 2008, nos Estados Unidos. A chamada “bolha imobiliária americana” foi revelada com a queda do índice Dow Jones, em 2007 – motivada pela ideia de que haveria um colapso hipotecário. Nessa época, instituições concediam empréstimos hipotecários de forma irresponsável para consumidores sem histórico de crédito ou garantias suficientes. Com o tempo, quem recebia este crédito imobiliário se viu sem condições de pagar pelos imóveis – tendo então que devolvê-los. Essa situação fez com que muitas instituições financeiras entrassem em crise, pois tiveram que vender imóveis a preços menores do que realmente valiam para conseguir amenizar os prejuízos. Em um vídeo do meu canal explico em detalhes como se deu esta crise. Confira aqui! Conclusão Essas 5 crises foram apenas algumas das maiores crises econômicas da história. E, assim como ocorre em outros acontecimentos históricos, podemos tirar lições valiosas a partir delas. Uma dessas lições é, certamente, entender que a economia não é perfeita. E, por mais que as nações tentem ser fortes e economicamente estáveis, sempre estarão sujeitas a enfrentar crises financeiras – que são cíclicas. Além disso, percebemos que, graças à globalização, uma crise ocorre do outro lado do mundo pode sempre acabar afetando diversos mercados ao redor do planeta. Fonte: José Kobori


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