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5 coisas que você precisa saber para comprar ações

Com o bom movimento da bolsa de valores brasileira no ano de 2019, o interesse em comprar ações tem despertado em muita gente. Mas é preciso ficar atento: os bons resultados do mercado não significam que qualquer escolha trará consequências vantajosas ao investidor.


Na verdade, investir em ações requer conhecimento e estratégia. Só assim o investidor será capaz de tomar decisões eficientes e aproveitar as possibilidades que a renda variável oferece.


Então, que tal começar esta caminhada conhecendo as 5 coisas que você deve saber para comprar ações? Continue a leitura do artigo e saiba mais!


1. O conceito de ação

Esse pode ser um conhecimento bem básico, mas é indispensável. Afinal, você não quer investir em algo que não sabe o que significa, certo? Sei que algumas pessoas até fazem isso, mas não tenho dúvidas de que essa não é uma prática recomendada.


Lembre-se sempre que todo investimento envolve riscos, sejam eles grandes ou pequenos. Por isso, é fundamental buscar informações contundentes antes de colocar seu dinheiro em algum deles.


Comece então entendendo que uma ação corresponde à menor parte do capital social de uma empresa. As companhias geralmente abrem sua sociedade na bolsa de valores em busca de investimentos para custear sua ampliação, projetos e crescimento.


Quando uma empresa estreia na bolsa ela faz o IPO – ou Oferta Pública Inicial de Ações, disponibilizando as primeiras ações aos investidores. Quem adquire os papéis nesse momento está comprando da própria empresa (mercado primário). Depois disso, eles (elas) são negociados entre os investidores (mercado secundário).


As ações podem ser de dois tipos principais: ordinárias ou preferenciais. As ordinárias oferecem ao investidor o direito de participar das assembleias e reuniões e votar em decisões importantes para o negócio. As preferenciais não apresentam esse direito, mas dão prioridade ao investidor na distribuição do lucro.


2. O funcionamento do mercado de ações

O segundo conhecimento fundamental para quem pretende comprar ações é saber como funciona o mercado. Esses ativos financeiros são negociados na bolsa de valores brasileira (a B3) e o investidor tem acesso a eles por meio de uma plataforma online — o home broker.


O home broker é acessado por quem tem conta em uma corretora de valores ou banco de investimentos. Nele, você encontrará as ações representadas por um código (o ticker). Ou seja, é preciso conhecer o código das empresas nas quais se deseja investir.


Por exemplo, a Petrobras está na bolsa de valores com os códigos PETR3 (ações ordinárias) e PETR4 (ações preferenciais). Os papéis são normalmente oferecidos em lotes de 100 ações, mas quem quiser negociar valores menores pode comprar partes do lote no mercado fracionado.


A maioria das operações acontece no mercado secundário, ou seja, entre os investidores. Isso significa que alguém oferta suas ações para venda e outra pessoa as compra. As ordens de compra e venda são emitidas por cada um e, quando o preço é correspondente, a negociação acontece.


3. A oscilação do mercado financeiro

Você está conseguindo compreender como se dá a negociação de ações na bolsa? Ótimo! Agora, vale a pena pensar um pouco sobre as oscilações do mercado financeiro. Um dos fatores mais relevantes das ações — o seu preço — depende disso.


Os ativos da renda variável estão expostos às variações do mercado econômico de maneira geral. Elas podem ter relação com as decisões de cada empresa, com a economia do país, os acontecimentos internacionais e também com questões relacionadas à política interna ou externa.


Tudo isso faz com que os preços subam e desçam constantemente no mercado acionário – e, consequentemente, no home broker. Mas esse não precisa ser um problema, desde que você entenda essa movimentação. Quem tem o foco no longo prazo precisa aprender a segurar a ansiedade diante dessas oscilações.


Já quem está na bolsa para especular — os chamados traders — buscam obter lucro exatamente com essa variação. Por exemplo, comprando papéis a um determinado preço e revendendo quando eles estiverem mais caros.


Estas operações normalmente têm um horizonte muito mais curto de tempo – que variam entre um único dia a algumas semanas ou meses.


4. A análise do valor de uma empresa

Investir em ações com foco no longo prazo é uma estratégia para ter ganhos consistentes e diminuir os riscos diante das oscilações do mercado. O chamado buy and hold é um método utilizado por investidores de grande reconhecimento, como o norte-americano Warren Buffett.


Mas uma dúvida muito comum sobre esse assunto é a seguinte: como escolher os melhores papéis para comprar e manter na carteira?


Essa decisão passa, necessariamente, pela análise do valor de uma empresa. Ou seja, a avaliação do quanto um negócio pode lhe dar retorno nos próximos anos.


Vou usar um exemplo que citei em um vídeo sobre a forma correta de investir em ações. Imagine que seu cunhado lhe convida para ser sócio dele em uma padaria. Provavelmente, essa não seria uma decisão rápida para você, certo?


Seria necessário refletir sobre o empreendimento e realizar alguns cálculos, mesmo que simples, sobre seu potencial de retorno. Além disso, ainda seria preciso considerar os riscos de ter uma sociedade com um familiar.


Esse processo é a análise do valor de uma empresa — em outras palavras, significa pensar na capacidade que ela tem de gerar caixa no futuro. Portanto, avaliar o negócio, o setor em que ele atua, sua presença no mercado e a qualidade da gestão são alguns dos fundamentos relevantes para escolher ações.


5. O seu perfil de investidor e seus objetivos

O sucesso dos seus investimentos não depende apenas da análise do mercado financeiro e das ações. É importante, ainda, avaliar a si mesmo.


Comece identificando o seu perfil de investidor. Você é alguém conservador, moderado ou arrojado?


Esses níveis dizem respeito à sua abertura para correr riscos. Como disse anteriormente, todo investimento tem risco — e as ações, como ativos da renda variável, são mais arriscadas. Afinal, estão expostas às variações do mercado.


Por isso, elas são mais apropriadas para investidores moderados ou arrojados, que aceitem correr riscos e saibam lidar com eles. Isso significa aprender a conviver com a possibilidade de checar seus investimentos e vê-los sendo negociados por valores menores em relação à quantia investida inicialmente.


A visão pode não ser agradável, mas ela não significa prejuízo. Você só perderá dinheiro realmente se decidir vender essas ações que estão desvalorizadas.


Nesse ponto, entra outro cuidado importante: é interessante conhecer seus objetivos financeiros e manter uma reserva de emergência.


A reserva emergencial lhe garante uma tranquilidade em situações de imprevistos financeiros. Ao ter esta reserva criada – e alocada em produtos seguros e com alta liquidez, por exemplo, você não precisará se desfazer de suas ações para ter dinheiro em mãos.


Seus objetivos e seus investimentos de longo prazo, portanto, seguiriam intactos graças à reserva de emergência. Assim, ela é uma das 5 coisas que você precisa saber para comprar ações.


Na hora de fazer seus investimentos no mercado de ações não deixe de considerar essas dicas. Somadas ao conhecimento e à adoção de estratégias alinhadas aos seus objetivos e perfil ficará muito mais fácil realizar bons investimentos neste mercado!


Por José Kobori


Fonte: Josekobori.com.br/

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